terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Era uma vez uma linda princesa, ela vivia em um reino onde todos a amavam, desde seus pais, o rei e a rainha, até o mais humilde dos subitos, pois ela era uma moça que além de bela, sempre estava com um sorrizo no rosto e um bom dia na ponta da lingua.
Um dia a princesa, não se sabe porque até hoje, se jogou do alto de um penhasco em direção ao mar. Todos ficaram chocados com a notícia, e o reino ficou um mês inteiro em luto pela princesa.
Nesse dia, chegou no reino um pobre mendigo, ele foi de casa em casa pedindo algum pedaço de pão para saciar sua fome, mas ninguém sequer abriu a porta.
Dia após dia, o mendigo passava, sempre no mesma hora, á alguns que até fechavam a janela quando ele passava, outros simplesmente o deixavam ficar batendo na porta até cansar.
Um dia, após muito andar e ninguém lhe atender, o mendigo simplesmente sentou-se no chão da praça e adormeceu. Eis que algumas crianças que ali estavam brincando, foram provocar o mendigo.
Lhe atiraram alguma pedras, mais ele não se movia, começar a cutucá-lo com um pedaço de pau, mais nada, até que, sem medo algum, eles o deram alguns chutes para ver se se mexia , mas nada do mendigo reagir. Então, uma das crianças abusadas resolveu tirar o cobertor velho que encobria o mendigo, e eis que debaixo de todas aquelas roupas surradas estava a bela princesa adormecida, porém, não mais tão bela, pois já de podia ver as olheiras e os ossos na bochecha aparecendo devido aos dias sem comer.
Ela foi levada ao castelo, onde todos estavam apavorados com o retorno da princesa, porém não havia mais volta, ela já estava morta, e seu corpo chegou gélido no castelo.
O rei indignado a ver que sua filha era o mendigo que vagou por dias durante o reino e ninguém a havia dado um pedaço de pão sequer, percebeu o quanto ela fácil para as pessoas amar alguém quando se encontra acima de você, mas que quando é um pessoa que está no fundo do posso te pedindo ajuda, ninguém lhe estende a mão.

Desse dia em diante, o rei passou a cobrar os impostos mais altos que já se havia visto, e sua tirania é lembrada até hoje pelos pobres aldeões e crianças famintas que mendigam pelas ruelas do reino.

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